Por que o real se desvalorizou tanto?

Quase todos os dias, os brasileiros são bombardeados pela mídia com notícias falando sobre a desvalorização do real, sobre hiperinflação e sobre como o dólar está alto.

De fato, devemos nos preocupar com a inflação no Brasil, principalmente com a inflação no Brasil em 2021, primeiro ano após o início da pandemia, e quando os brasileiros começam a sentir na pele as consequências das medidas tomadas pelo governo no ano anterior.

Mas será que o dólar está realmente caro?

Se você tem menos de 30 anos, você já deve ter ouvido seus pais e avós falarem sobre a inflação que a economia brasileira vivia dos anos 70 a 90. Naquela época, o valor do dinheiro se perdia tão rápido no tempo que ao receber seus salários, a primeira coisa que o brasileiro comum ia fazer era ir às compras no mercado.

Os preços dos produtos variavam agressivamente durante o dia, e de um dia para o outro, o dinheiro que era suficiente para fazer as compras no mercado já não comprava mais quase nada, pois tudo havia ficado mais caro. Culpa da desvalorização da moeda e da hiperinflação.

Porém, em 1994, alguns economistas renomados foram chamados pelo presidente da república na época, para mudar este cenário. Com isso, foi criado o Plano Real, o plano que inseriu o real como moeda brasileira.

Durante os primeiros anos do Plano Real, o dólar e o real eram pareados de 1 para 1. Ou seja, 1 dólar comprava 1 real e vice-versa. Porém, isso tinha um custo.

Como a economia brasileira é muito mais frágil e menos desenvolvida que a economia norte-americana, a única forma de se fazer isso era artificialmente com um regime de câmbio fixo.

O governo brasileiro vendia suas reservas internacionais de dólares para comprar reais e, dessa forma, utilizando-se da lei da oferta e da procura, conseguia controlar artificialmente essa desvalorização do dinheiro do brasileiro.

Entretanto, isso é de certa forma perigoso para o Brasil, pois ao vender todas suas reservas internacionais, o país fica exposto a incertezas e aumenta a insegurança dos investidores estrangeiros para colocar seu dinheiro na nossa economia.

Por isso, em 1999, com a criação do tripé macroeconômico brasileiro, o câmbio flutuante foi reativo no país, e o dólar e o real começaram a ter suas cotações definidas pelo mercado.

Durante o governo FHC, o real se desvalorizou naturalmente perante ao dólar, porque, obviamente, a economia brasileira é muito mais instável do que a norte-americana, e não fazia sentido nenhum o real está pareado com uma moeda muito mais forte que ele.

Quando se iniciou o governo Lula, o real chegou em uma máxima histórica da época, muito por conta do consenso do mercado que um governo de esquerda não seria um governo bom para economia do país. Porém, durante seu governo, por conta de inúmeros motivos como altas taxas de juros, alta dos commodities, quitação da dívida externa, crise do subprime e descoberta do pré-sal, o real conseguiu se valorizar perante o dólar e manter uma pareamento saudável para época.

Porém, como no governo Lula a perna fiscal do tripé macroeconômico ficou muito esticada – junto com a arrecadação em impostos que cresceu bastante -, quem sofreu as consequências desse endividamento interno foi a sua sucessora, Dilma Rousseff. No governo Dilma, o Brasil seguiu acumulando gastos em programas de aceleração do crescimento, entre outros programas sociais, o que aumentou ainda mais a dívida interna do país.

Por conta desses motivos, Dilma Rousseff sofreu impeachment na acusação de irresponsabilidade fiscal, e quem assumiu foi seu vice-presidente, Michel Temer. Temer, diferentemente de Lula e Dilma, trabalhou para redução dos gastos públicos e tentou implementar diversas reformas como a da previdência. Aliado a isso, criou-se a PEC do teto de gastos que congelou algumas verbas para gastos públicos nos anos seguintes.

Em 2019, Bolsonaro assumiu como presidente do Brasil e seguiu as medidas de redução dos gastos públicos e uma baixa taxa de juros que Temer havia implementado anteriormente. Porém, no último ano, muito por conta da pandemia do coronavírus e falhas em administrar e contornar essa situação, Bolsonaro e seu governo precisaram abrir os cofres públicos para ajudar os brasileiros mais pobres com programas assistencialistas no intuito de auxiliar as pessoas que perderam seus empregos com a crise. Entretanto, como tudo no Brasil, as decisões levaram para desordem econômica novamente.

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